Lia Nogueira propõe lei para garantir continuidade no atendimento de alunos com deficiência em MS

Projeto assegura vínculos pedagógicos e atendimento especializado contínuo, fortalecendo o desenvolvimento de estudantes com TEA e altas habilidades

Texto - Karen Andrielly | Foto - W. Junior

3/26/20262 min read

Há aprendizados que vão além dos livros. Para muitos estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) ou altas habilidades, o processo educacional é também construído na confiança, no vínculo e na constância de quem acompanha cada passo. Quando esse elo se rompe, o desenvolvimento pode ser interrompido e é por conta dessa realidade que a deputada Lia Nogueira (PSDB) apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, um projeto de lei que assegura a continuidade do atendimento educacional especializado em instituições públicas e privadas. A medida estabelece que esse suporte seja mantido de forma contínua, respeitando as necessidades específicas de cada estudante e preservando estratégias pedagógicas já desenvolvidas.

Na prática, o atendimento envolve apoio pedagógico especializado, uso de comunicação alternativa e aumentativa, recursos de tecnologia assistiva e métodos individualizados de ensino. A proposta também prioriza, sempre que possível, a permanência dos mesmos profissionais no acompanhamento dos alunos um fator essencial para fortalecer vínculos, garantir confiança e promover avanços consistentes no desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

Ao defender o projeto, Lia Nogueira destaca que a iniciativa nasce da escuta de quem vive essa realidade diariamente. “Quando a gente fala de educação inclusiva, não estamos falando apenas de acesso à escola, estamos falando de permanência com dignidade, respeito e continuidade. Cada estudante tem sua história, seu tempo e suas necessidades e interromper esse acompanhamento é, muitas vezes, interromper sonhos”, afirmou.

Embora a legislação brasileira já assegure o direito à educação inclusiva, a prática ainda enfrenta desafios, especialmente com a rotatividade de profissionais, que compromete a evolução dos alunos e dificulta a aplicação de estratégias personalizadas. A proposta busca justamente corrigir essa lacuna, qualificando a política pública existente e tornando o ambiente escolar mais acolhedor e eficiente.

Fundamentado na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e na Lei Brasileira de Inclusão, o projeto respeita a autonomia das instituições de ensino e a disponibilidade de profissionais. Sem impor obrigações desproporcionais, a iniciativa estabelece diretrizes claras para garantir mais segurança, previsibilidade e qualidade no ensino inclusivo.

Com a iniciativa, a deputada reforça seu compromisso com as famílias atípicas e com a construção de uma educação mais inclusiva e sensível às diferenças. Em um cenário onde cada avanço representa uma conquista significativa, a proposta aponta para um futuro em que aprender também significa pertencer e seguir, sem interrupções, no caminho do desenvolvimento.